Familia e Amigos

Um ano de Pipeta :-D

Hoje faz um aninho que encontrei a minha gatinha. Estava magrinha, cheia de fome e muito assustada. Era má como as cobras e atirava-se literalmente às pessoas.
Eram quatro gatinhos bebés, a mãe gata teve-os no laboratório onde na altura eu estava a trabalhar e depois nunca mais lá voltou. Os irmãos eram todos muito maiores que ela mas todos muito simpáticos e meiguinhos.
Para apanharem a minha gata tiveram de calçar luvas de jardinagem e colocaram-na numa caixa à parte dos manos para que as pessoas pudessem fazer festas nos gatinhos meiguinhos sem que ela arranha-se a mão de ninguém.
Quando tentei mexer-lhe soprou e eu deixei-a sossegada, a minha colega foi mais teimosa e tentou de novo, ficou com um valente arranhão numa mão. Toda a gente achava os três manos muito queridos e fofos e lá começaram a ir um a um para novas famílias. Aquela continuava na caixa.
Lá me decidi a agarrar nela e no meu colo parou de bufar e soprar. Continuava a reclamar quando alguém se aproximava e ouvia-a rosnar grrrr. Voltei a pô-la na caixa e quando chegou ao fim do meu trabalho ela continuava lá sem ninguém a ter levado. Era tão má que ninguém a queria.


Quando finalmente a consegui agarrar, assim nem parece que estava a atacar toda a gente.

Não podia deixa-la ali. Veio para casa comigo. Chamei-lhe Pipeta porque nasceu no laboratório.
Acordava de duas em duas horas para lhe dar leitinho como se de um bebe se tratasse. Continuava a assanhar-se quando sentia um movimento mais brusco mas acalmava quando percebia que era só eu.
Passado uma semana desisti do leite, parecia que ela estava sempre com fome, comprei comida para gatos bebes e esmagava tudo, fazia uma papa com água, carne e ração e ela nem lhe tocava. Também não bebia água sozinha, tinha de lha dar de biberão e a comida era só da minha mão da taça nem pensar. Depois percebi que ela não sabia comer, nunca aprendeu com a mãe, comecei a mexer na comida dentro da taça com a minha mão sem lhe dar nada e ela percebeu… Simplesmente começou a imitar-me e comeu da taça na hora. Fiz o mesmo com a água.
Agora é uma gatinha forte e saudável que eu adoro. Continua má, e detesta desconhecidos. O pelo fica no ar, rosna e sopra. Se alguém realmente quiser a confiança dela tem de ter muita paciência e deixar ser ela a vir descobrir, se tentam fazer-lhe festas ou agarra-la esqueçam.
Quando está para ai virada eu pego-lhe ao colo como a um bebe e ela lambe-me o nariz e as mãos. Os meus irmão tentam pega-la e ela esperneia, rosna e eles acabam por a soltar e ficar com arranhões. Quando chego a casa depois de um dia fora ela roça-se nas minhas pernas e anda o tempo todo atrás de mim pela casa fora, á noite dorme enroladinha aos pés da minha cama. Também me dá uns arranhões valentes mas normalmente é a brincar, adora agarrar nas minhas mãos com as patas e morder-me até eu conseguir fugir, o pior é que não faz a mínima ideia que me está a aleijar e continua a querer brincar à mesma coisa.
É a minha menina linda que eu adoro. E hoje estamos de parabéns. Foi um ano de alegrias contigo.
Te

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