Maternidade

Gravidez – O 6º e 7º mês

Entretanto a vida avança, o tempo corre e quando damos conta já passaram meses. Agora estou de 37 semanas mas fui escrevendo num caderno todas as coisas novas que foram acontecendo para não me esquecer de nada.
O 6º mês
Durante este mês eu tive muito sono e andei com as hormonas todas desreguladas, tão desreguladas que por tudo e por nada lá vinha choradeira, até por causa de coisas simples de trabalho. Também andei meio carente e com muita falta de mimos, mas o André cumpriu bem o papel dele. 🙂
A barriga finalmente começou a dar o ar da sua graça e começou a notar-se que eu estava grávida, apesar de não ser muito grande eu já sentia peso e às vezes tinha (e ainda tenho) uma dorzinha na parte de cima, com a barriga a crescer, os meus movimentos começaram a ficar mais difíceis, principalmente para guardar as coisas nas gavetas mais baixas. Dobrar-me começou a ser complicado.
A Eva começou a mexer com muito mais intensidade, enquanto antes eu sentia algo leve, durante este mês ela começou a mexer para dentro o que se tornou um bocadinho desconfortável. Finalmente a minha mãe conseguiu senti-la. A partir da 26ª semana os movimentos tornaram-se bem visíveis na superfície da barriga.
Foi este mês que fiz o teste de tolerância à glicose. Não gostei nada do líquido que tive de beber mas não foi tão difícil como estava à espera, tapei o nariz e lá foi tudo. O pior foi depois, tive muita sede e não podia beber água e comecei a sentir-me mal disposta, lá aguentei sem vomitar até ao final do teste mas não foi nada fácil.
Às 28 semanas quando fui à médica ela ficou um bocadinho preocupada porque até ai eu não tinha engordado muito (engordei 1kg no 6º mês) e como a barriga também não estava muito grande ela decidiu antecipar a terceira ecografia para mais cedo só para termos a certeza que estaria tudo bem com a bebé.
O 7º mês
Durante este mês eu tive muito calor e muitas insónias, dormir começou a ser uma tarefa difícil, comecei a ter cãibras nas pernas à noite, além das dores na barriga e do desconforto. Houve dois dias de mais calor e que andei mais de um lado para o outro em que os pés incharam um bocadinho mas foi apenas nesses dias, não é uma coisa recorrente. Qualquer coisinha começou a cansar-me e já se começou a tornar difícil fazer algumas coisas, principalmente porque comecei a ter bastantes dores nas costas. No final do dia começou a ser difícil ter uma posição para estar confortável.  
A Eva continuou a mexer bastante durante este mês, e cada vez com mais vontade e força, Antes sentia-a maioritariamente de noite, entretanto comecei a sentir durante o dia inteiro. A barriga mexe bastante, já toda a gente conseguiu ver a minha barriga a abanar de um lado para o outro, então quando estou de barriga para cima é incrível ver os movimentos, a barriga chega a ficar meio torta com a força que ela faz. A minha irmã fica arrepiada só de olhar. Ah e foi durante este mês que descobri que os bebés têm soluços. 🙂
A meio do 7º mês, com 30 semanas voltei ao hospital para fazer a visita à maternidade (muito útil) e para fazer a terceira ecografia que me iria dizer como estava a bebé, neste dia a médica chegou à conclusão que ela estava com pouco peso (1kg) e passou-me baixa. Segundo a médica o stress do meu trabalho e o ritmo que eu tenho quando estou a trabalhar é demais e eu tinha de parar e repousar para que ela crescesse. Fiquei chateada, MUITO chateada por ter de vir para casa antes do que tinha previsto, por deixar as coisas no trabalho a meio e por baralhar a minha vida toda.
31 semanas
Vocês não sabem mas eu não sou pessoa de estar em casa sem nada para fazer a olhar para as paredes, com esta vinda para casa antecipada fiquei com mau humor, fiquei triste, fiquei ainda mais stressada por não saber o que se passava no trabalho, senti que perdi o controlo das coisas o que para mim é uma coisa muito difícil de lidar.  
Resumindo foram dias em que chorei muito sozinha em casa. Podem dizer o que quiserem e julgar o que quiserem e achar que é ridículo ficar assim por vir para casa mas era uma tristeza que eu não conseguia controlar, disfarçava à frente dos outros mas quando estava sozinha não estava bem. Continuo a achar (e tenho certeza do que digo) que esta vinda para casa me fez mais mal que bem, se a médica soubesse a pilha de nervos em que me pôs eu acho que ela pensava duas vezes antes de me passar baixa.
Entretanto foi neste momento que comecei a montar o quartinho da Eva, lixei, pintei, fiz bricolage, montei móveis, etc, mas isso deixo para mostrar num outro post.
No total durante o 7º mês engordei 1,5kg.
Entretanto e até este momento (agora com 37 semanas) continuo sem que me tenha aparecido nenhuma estria e os cremes que uso são os mesmos que falei aqui
Nunca tive um desejo, durante a gravidez inteira e começo a achar que isso é um bocadinho mito. 
Perguntam-me se estou ansiosa para que ela nasça, e a resposta é: AINDA não. Há outras coisas que me estão a deixar mais ansiosa que propriamente o nascimento dela:
Primeiro há coisas a acontecer na minha vida e do André para além da chegada da Eva que me têm deixado um pouco agitada, eu sou uma pessoa que não descanso até ver as coisas feitas e este impasse em que estamos incomoda-me, mais para a frente vão saber do que se trata. 
Segundo, apesar de não ter aumentado muito de peso eu sinto mudanças significativas no meu corpo (que aparentemente ninguém vê, ou pelo menos quando eu falo ignoram-me e dizem que eu sou tola) mas que a mim me incomodam bastante. O meu corpo nunca foi assim e apesar de eu saber que tudo isto é normal começo a achar que não estou a lidar bem com todas estas mudanças.
Terceiro, eu tomei a decisão de não receber visitas na maternidade além da família mais chegada, ou seja, a minha mãe, os meus sogros e a minha irmã e cunhada, e mesmo esses, só quero que vão à maternidade depois de eu estar recomposta e de me sentir em condições para os receber. 
Esta decisão é um bocadinho polémica mas eu não quero ninguém no hospital a olhar para mim logo a seguir ao parto, quero estar sossegada e a habituar-me à ideia de que sou mãe. Eu acho que o parto é um momento muito íntimo, e acho que logo a seguir ter pessoas de roda de nós é tudo menos bom. Quando receber alguém quero sentir-me confortável com a situação e conhecendo a pessoa que sou, sei que logo a seguir não vou estar bem. Há pessoas que para elas é tudo normal e não há problema nenhum, eu infelizmente sei que não sou uma dessas pessoas.
Para mim é uma altura que o importante sou eu, a Eva e o pai e acho que não devia ser eu a ter de me preocupar se as pessoas acham bem ou mal e sim os outros é que deviam estar preocupados em respeitar a minha decisão sem críticas nem comentários parvos.
Mais uma vez é ridículo eu estar mais ansiosa com estas questões do que com o parto em si, mas é para verem o tipo de pressão que os outros colocam em nós. 😦
Telma Anágua
O blog já tem página de facebook e canal no youtube, carreguem ali do lado direito para visitarem. Obrigado. 🙂
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One thought on “Gravidez – O 6º e 7º mês

  1. Gostei muito de ler as novidades =)
    E estás bem bonita, daquilo que se vê =D

    Aproveita bem, percebo que estar em casa te deixe triste, mas calma. Até depois vais desejar mais tempo e não o vais ter.

    Beijocas

    Gostar

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